Sobre o medo de perder

Quando a gente encontra alguém que nos completa em tudo, o medo de perder essa pessoa acaba sendo companheiro constante em todos os momentos. Mesmo que não haja motivos pra isso. Medo de perder, na minha concepção, é a prova maior de que a gente valoriza. A gente não tem medo de perder o que não ama. Hoje eu tive esse medo. Entrei nuns grilos de insegurança, de questionar, de ciúmes sem necessidade. E o que eu recebi de volta foi apenas amor. Eu senti meu coração palpitar por ver ali, na minha frente, o reflexo de quem eu sempre quis pra ficar do meu lado, com os olhos trêmulos, sem saber o que dizer porque a única coisa que precisa ser dita já é dita todos os dias: “eu te amo”. E eu nunca duvidei disso, hoje só tive ainda mais certeza. É de verdade e vai ser pra sempre. E, enquanto eu tiver forças, vou lutar por isso. Vou lutar pra fazer quem eu amo feliz, vou fazer por merecer tudo isso que recebo em troca, vou cuidar com todo meu amor, desencanar um pouco, e perder o medo de perder.

Vou fazer isso por ele. Ele. É, ele. ❤

Viajar

Todo mundo que viaja tem um destino. Sabe aonde quer chegar. Pode até parar pelo caminho, fazer atalhos, mas, geralmente, tem um lugar final como objetivo. Isso independe de meio de transporte. Carro, avião, trem, ônibus, moto, caminhão, disco voador… Tanto faz.

Nesses últimos 04 dias, eu viajei (meus 03 destinos finais foram Aceguá, no Uruguai, e Bagé e São Sepé, no interior do RS). Aproveitei pra pensar muito sobre a vida (longe de internet, trabalho, estresses cotidianos e até do celular, que “sem querer”, esqueci em casa). Pensei sobre meus objetivos daqui pra frente – agora que vou me formar – e não só por causa disso. Pensei em algumas mudanças que já estão atrasadas na minha vida.

O que uma coisa tem a ver com a outra?

Pensei tanto (vejam só que milagre… hahaha) que divaguei que a vida também é uma viagem. OOOOOOHHHHHHHH!

Mas ao contrário das nossas viagens de passeio, férias ou rumo às nossas atividades diárias, nós nem sempre sabemos onde vamos chegar na viagem que é a nossa vida.

Tudo depende das paradas que damos no caminho, dos atalhos que escolhemos fazer, do rumo que tomamos. Ok, o destino nós sabemos que acaba sendo só um (aquele papo de “a única certeza da vida é a morte”), mas será mesmo que vivemos para um dia acabarmos sem mais nem menos? Será que nossos sonhos, nossos anseios, nossos objetivos ficarão apenas dentro de nós e nunca serão realidade? Serão só viagem nossa?

Viajar me fez ter certeza: a viagem da minha vida só começa agora. Tardiamente, mas sendo eu totalmente o piloto dela. Quem quiser vir comigo, sinta-se à vontade.

Lucas, chegou a hora de arriscar, por as cartas na mesa, dar a cara a tapa. De viajar!

Sobre mudanças

Não sei de quem é a autoria, mas me enviaram e achei bonito. Como estou numa fase de pré-mudanças, então resolvi postar aqui (e também porque é bem o que sinto sobre MUDAR).

Mudanças.
Nós não gostamos delas. Nós a tememos.
No entanto, não conseguimos evitá-las.
Ou nos adaptamos às mudanças, ou somos deixados para trás.
Crescer é doloroso. Qualquer um que te disser que não, está mentindo.
Mas aqui vai a verdade: às vezes, quanto mais as coisas mudam, mais elas permanecem as mesmas.
E às vezes… às vezes mudar é bom.
Às vezes mudar é tudo.

Eu tenho (ou reflexões após o último episódio de “Divã”)

Tenho muitos medos.
Quero muito me jogar em queda livre na vida, mas tenho medo.
Tenho medo, sim, da morte.
Da minha, mas mais ainda de quem amo.
Tenho saudade.
Tenho questionamentos.
Tenho medo que não veja meu futuro.
Ou que eu não faça parte dele.

No final das contas, os medos e incertezas do caminho vou levando. Umas horas eles estão mais fortes, noutras eu brigo pra ser mais forte que eles.

Um dia, eu ganho.

Post especial para o amigo Xandy. Uma das pessoas mais incríveis que conheço. Muito diferente de mim, ao mesmo tempo tão igual. Múltiplo, singular, único, difícil, fácil. Brigado, Xandy, pelo grande amigo que és. AMIGO na multiplicidade de significados dessa palavra. Sem mais.

Mas eu me mordo de ciúme…

Ciúmes?

Por muito tempo, na minha maneira de pensar e existir, essa palavra não tinha espaço no meu vocabulário. Abominava qualquer forma de posse em um relacionamento, e isso em relação a todos os tipos dele: pai/mãe-filho, irmã-irmão, namorada-namorado, amiga-amigo, dono-coisas/bichos, etc, etc…

Não conseguia e ainda não consigo, apesar dos pesares, entender o que leva uma pessoa a achar que tem direito sobre tudo na vida da outra e a não gostar (para ser o mínimo leve na hora de escolher o verbo) de algo que a outra faça sem inserir ao ciumento nisso tudo.

Mas, de um tempo pra cá, estou me tornando muito hábil nessa arte. Tô tendo ciúmes de pessoas muito especiais pra mim, sem nem mesmo entender o porquê e como isso surgiu. Por isso mesmo, questionamentos habitam minha mente:

Quando foi que me tornei uma pessoa ciumenta?
Quando foi que permiti que esse sentimento tão mesquinho entrasse dentro de mim e se apossasse de ideias, de ações, de palavras e pensamentos meus?
Quando foi que uma frase de alegria de pessoas que amo passou a me fazer morrer por dentro só por eu não fazer parte dessa alegria?
Quando foi que eu, racional até dizer “chega”, me tornei emocional até dizer “não aguento mais”?

A única certeza nisso tudo que tenho é que, com esse sentimento de ciúmes, me torno uma pessoa pior. Não acho que exista ciúme saudável. No dicionário, um sinônimo para ciumento é invejoso. E, penso, tem total razão quem o definiu assim. Ciúme é algo tão vil, tão sórdido, tão baixo que se aproxima muito da inveja e também do egoísmo. E, aqui, cabe dizer, também não creio em inveja boa, branca, positiva. Inveja é inveja. Ciúme é ciúme. Pronto.

Há algum antídoto contra ciúmes? Quero proteger a todos que amo antes que todos que eu ame sejam afetados por essa nova parte minha. Quero me proteger dele antes que eu sinta ciúmes até de mim mesmo.

Tá na hora de parar de achar e querer que o mundo gira/gire em torno de ti, cara. Ninguém é posse tua, te liga!

Antes que seja tarde demais… e só reste a ti sentir ciúmes das tuas lembranças.

Uma semana no C.T.itter

Passei uma semana sem tuitar.

O médico (no caso, eu mesmo) diagnosticou que eu estava me viciando novamente. Colocou-me (no caso, coloquei-me) em um tratamento radical. Fiquei internado no Centro de Tratamento Intensivo do Twitter, o C.T.itter.

Além de não poder escrever nada, não poderia retuitar os outros e nem mesmo mandar DM’s. Mas, todavia, entretanto, contudo, porém, isso tudo entrando todo santo dia naquele mundinho, lendo os outros, sentindo vontade…

Foi difícil pra cara…mba!

Em vários momentos, quis dar replies, retuítes, escrever minhas asneiras nem sempre tão asneiras assim. Enfim, aos trancos e barrancos, consegui chegar ao fim da minha meta.

Percebi que realmente a graça do Twitter, pra mim, se perdeu um pouco. E que eu não sou nem de longe o que mais o utiliza sem nenhum cabimento. Tem gente que tuita que tem inseto no quarto incomodando, que tá comendo maçã ou pedindo que alguém lhe traga um copo de suco (e isso tudo é de uma pessoa só)… POR FAVOR, NÉ?

Eu nunca cheguei a tanto.

Mas, não morram de tristeza, eu voltarei a usar o Twitter, talvez menos. Ou não. Continuará sendo meu oásis, um lugar pra qual vou fugir quando não tiver ninguém pra me escutar (lá tenho meus 140 seguidores, ao menos).

É lá que vou me esconder quando quiserem me achar.

Mas que eu sou capaz de viver sem, eu sou. Essa semana me mostrou isso.

Agora me dêem licença que vou tuitar tudo o que quis e não tuitei essa semana. Grato.